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Estágios no Brasil |
| Crescem vagas e efetivações, mas é grande o déficit de oportunidades. |
| Pesquisas realizadas por entidades brasileiras ligadas à inserção do estudante no mercado de trabalho revelam que apesar do crescimento no número de vagas de estágio e das efetivações de estudantes, ainda faltam oportunidades para acolher os jovens aptos a trabalhar no Brasil. Com isso, a experiência do primeiro emprego é, muitas vezes, adiada ou não acontece em determinadas áreas de estudos. |
| Em janeiro deste ano, uma pesquisa feita com base em informações do ano de 2007, aponta um aumento de 87% no número de vagas de estágio e de 15% nos casos de efetivação de estagiários em relação ao ano anterior. |
| Segundo um representante de uma entidade e especialista em gestão corporativa e recursos humanos, esse crescimento de oportunidades reflete amadurecimento do setor empresarial e dos estudantes, que passaram a valorizar mais o estágio como escola de formação profissional. "Esses dados mostram que tanto as empresas têm melhorado sua postura em relação à 'escalar' mão-de-obra inexperiente para seu time, como os estudantes estão mais conscientes da importância de ter um aprendizado prático antes de sua formação", resume ele. |
| Na opinião do especialista, parte dessa mudança decorre de muitas companhias terem colhido bons frutos ao recrutar estagiários. "Isso serve como prova de que ao invés de simplesmente explorar mão-de-obra barata, vale a pena investir no estudante. Por outro lado, muitos estudantes observaram essa mudança no cenário corporativo e, mais motivados, passaram a se comportar melhor, mostrar maior interesse nessa vivência e deixar de encarar o estágio como extensão da faculdade", diz. |
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| Como melhorar o cenário? |
| Hoje, a Lei de Estágio garante flexibilidade para as empresas na contratação dos estudantes. Assim, as companhias que investem nessa idéia não são obrigadas a pagar 13º salário, férias, INSS, nem benefícios como vale-transporte ou vale-refeição para o estagiário. Tais medidas servem como estímulo para criação de vagas. No entanto, não são suficientes. |
| Uma das saídas sugeridas pelos especialistas para elevar o número de oportunidades no setor seria estimular a criação de vagas em pequenas e médias empresas. Hoje, as Micro e Pequenas Empresas estão fora deste quinhão. Segundo informações do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio Às Micro e Pequenas Empresas), as companhias de pequeno porte representam 99% do total das 5,5 milhões de empresas que existem no País e empregam um contingente de 26 milhões de trabalhadores, o que representa 56% da força de trabalho do Brasil. |
| Para aumentar o número de vagas nestas empresas, porém, seria necessário uma grande campanha. "Creio que seria possível estimular a contratação de universitários nas empresas pequenas e médias ao levar para elas o conhecimento dos casos de sucesso de grandes empresas que obtiveram ótimo desempenho com a inclusão dos estagiários", aposta um especialista. |
| As empresas restringem as vagas por não gostarem do perfil dos estagiários, acreditam que eles não vão corresponder às suas expectativas. A expectativa em relação ao estagiário, no entanto, deve estar ligada ao compromisso e ao interesse do estudante em aprender e evoluir, não em executar uma tarefa digna de um profissional e, ainda, com excelência. |
| (Universia - 2008) |
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